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Recarga para carros elétricos

As vendas de veículos elétricos cresceram 140% no primeiro trimestre do último ano: foram 1,1 milhão de unidades vendidas, de acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA).

Com esse crescente em número de veículos, os condomínios precisam se adaptar, pois como acontece com os celulares, ao final de cada dia, os veículos elétricos também precisam recarregar suas baterias. Mas, como atender à essa nova demanda?


Atualmente, o Brasil tem uma frota de 45 milhões de veículos, com consumo anual de 135 bilhões de litros de combustível, no valor de R$567 bilhões. “Em 5 anos a entrada de modelos energizados vai aumentar muito no Brasil, e equivale a aumentar em 30% a demanda elétrica de cada condomínio, que precisa urgente se preparar para isto. A nível Brasil, haverá aumento de 40 GW médios, 80% de aumento, como referência a demanda atual de energia elétrica do país é de 50 GW médios”, explicou Gerson Sampaio Filho, engenheiro eletrotécnico, proprietário da Teknergia Elektro, empresa especializada em obras para carregadores elétricos veiculares.


Cada síndico tem que se preparar de forma urgente, para não ocorrer apagão e falhas no condomínio.


“Cada condomínio possui suas especificidades, com isso a solução vai de acordo com cada local. O primeiro passo é analisar se as vagas são fixas/rotativas e quais características das instalações elétricas do condomínio. As maiores dificuldades são a disponibilidade de potência elétrica e o rateio dos custos de energia”, disse Gerson.


A legislação condominial diz que todos os moradores têm os mesmos direitos. Com isso, ao autorizar a instalação para apenas um morador, o direito é estendido a todos os demais. “Mas, é importante observar que se cada morador instalar um carregador em sua vaga, não haverá disponibilidade de potência para atender a todos. Nesse caso, ou o disjuntor do prédio vai desarmar diante da sobrecarga do sistema elétrico, ou a infraestrutura elétrica do prédio será comprometida pelo excesso de potência consumida”, explicou Weverson Magalhães, engenheiro elétrico.


Com isso, os carregadores devem ser supervisionados por um sistema de controle de carga dimensionado e configurado por especialistas. “A maioria das baterias dos carros elétricos poderia ser recarregada em tomadas comuns, mas com um tempo alto de carga”, explica Gerson.


A carga rápida em 8h usa carregador e cabos especiais, para tomadas de 220V, com instalação que deve ser projetada por engenheiro e registrada no projeto elétrico, com o devido CREA. “Nas mais potentes usadas hoje no Brasil, 80% da carga de um carro elétrico é feita em 25 minutos. Com custo de eletricidade em R$ 50 perante o que seria R$ 200 com gasolina”, explica Gerson que reforça que a empresa é especializada em meio ambiente, e tem o objetivo de zerar as emissões de carbono, com trabalhos de sucesso realizados no Brasil e mais 5 países.


Para que a energia consumida por cada morador seja devidamente cobrada pelo condomínio, é importante que o sistema de carregamento contemple o controle de acesso aos carregadores e a medição da energia consumida. Dessa forma, todas as atividades do carregador serão registradas e os relatórios fornecidos pelo sistema auxiliarão os administradores do condomínio no rateio de custos.


Para viabilizar a instalação de carregadores coletivos, o condomínio precisa contar com vagas de uso coletivo. “A instalação de carregadores compartilhados depende de alguns fatores e, em muitos casos, resolve os problemas trazidos pela recente eletrificação de frota pela qual estamos passando. Além disso, a quantidade de carregadores compartilhados que devem ser instalados depende do perfil. Instalar a quantidade correta de carregadores compartilhados é fundamental para que não ocorram conflitos entre os usuários”, explicou Weverson.


A potência máxima consumida pelos carros varia de acordo com o modelo e fabricante:

  • Carros híbridos: Volvo XC60 ou o BMW 330e consomem até 3,7kW;

  • Veículos elétricos puros: Chevrolet Bolt ou o Nisan Leaf consomem até 7,4kW;

  • O Audi e-Tron ou o BMW i3 consomem até 11kW;

  • Já o Renaut Zoe consome até 22kW.

Já o tempo de carregamento necessário para uma carga completa depende de 3 fatores:

  • Capacidade da bateria do veículo;

  • Potência máxima de carregamento;

  • Potência do carregador.

Confira os tempos mínimos de carregamento (0 a 80%) de alguns modelos:

  • Volvo XC60 – 2h30

  • Chevrolet Bolt – 7h00

  • BMW i3 – 3h00

  • Renaut Zoe – 1h30

  • Audi e-Tron – 6h30


Cada condomínio possui particularidades que devem orientar a escolha mais adequada. Procure orientação especializada e técnica para implantar a melhor opção para o seu condomínio.


Por Síndico Lab

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